16
Jun
Escrito por Dan Moura às 02:01
Arquivado em: Ficção

Saber capturar toda a delicadeza do universo infantil; esse foi o ponto chave de “Onde vivem os Monstros”, filme baseado no livro “Where the Wild Things Are” de 1963, que mostrar todo mundo imaginativo, cativante e tocante de uma criança.
Max é um garoto solitário, filho caçula de uma mãe solteira, e que não recebe toda a atenção desejada. Para suprir a necessidade de afeto, Max busca em sua imaginação um refúgio seguro, portanto sua fantasia de lobo é sua inseparável vestimenta.
Depois de uma briga com sua mãe, Max foge de casa para uma ilha distante, um lugar distante, onde vivem os monstros. Por mais estranho que o lugar pareça, Max se sente a vontade, e por estar vestindo uma fantasia de lobo, acaba sendo acolhido pelos monstros, e coroado rei.
O filme mostra o lado difícil de conviver em uma sociedade, e como monstros com temperamentos tão diferentes não podem viver em harmonia sem alguém para manter a ordem.
Max tem a difícil tarefa de fazer todos os monstros felizes, pois essa era a finalidade de seu reinado, porem a felicidade de uns dependia da infelicidade de outros, e Max que apesar de sua fantasia de lobo era apenas um menino humano, descobre que reinar não era uma tarefa fácil.
O filme retrata de maneira inocente o fato de toda a sociedade necessitar de uma esperança, e Max representava essa esperança para os monstros; pois antes de sua chegada os monstros eram desordenados, suas atitudes afastavam os companheiros; e Max chega para estabelecer a ordem com suas promessas de que um mundo feliz era possível, e que seu reinado duraria para sempre. Essa é a verdadeira sacada do filme. Havia a necessidade de acreditar em algo, não importando se tal esperança (no caso Max) era ou não verdadeira.
O monstro principal do filme, “Carol”; peludo, grande e com chifres enormes; deposita toda a sua confiança em Max, criando assim um vínculo de amizade, e como toda amizade tem seus momentos difíceis, e esse ponto é relatado brilhantemente no filme.
A adaptação para o cinema foi muito bem feita, pois conseguiu retirar do livro todas as metáforas infantis e inseri-las no roteiro, fazendo do filme o mais fiel possível ao livro. Com cenas muito bem dirigidas, bonitas e tocantes, é um exemplo de como um livro curto, o qual você lê em dois minutos, pode se tornar uma obra fílmica agradável, e muito emocionante.

Gravura original do livro

Cotação:

Abraços a Todos
Daniel Moura




31
Mar
Escrito por Dan Moura às 19:49
Arquivado em: Suspense

Em uma noite um casal recebe em sua porta uma misteriosa caixa contendo um único botão vermelho, se ele for apertado o casal ganha 1 milhão de dólares, porém alguém que eles não conhecem morrerá. Em torno dessa trama gira o filme que Cameron Diaz protagoniza, e que é baseado em uma famosa lenda urbana americana, que até virou um episódio da série “Além da Imaginação” intitulado “Button, Button”.
O filme tenta emplacar como um suspense, e usa a trilha sonora como meio principal, pois em qualquer cena, seja ela mínima possível,  temos uma trilha sonora de suspense numa tentativa vil de deixar o clima tenso. Uma mistura sonora de “Sinais” e “A Vila”.
Cameron Diaz dá uma aula de “como fazer uma péssima interpretação”, junto com seu companheiro de elenco James Marsden (o Ciclope da trilogia X-Man). Juntos eles tentam dar um ar dramático as cenas do filme. Apertar ou não um botão nunca ficou tão chato.
O filme que foi mais um dramalhão Hollywoodiano, na tentativa de emplacar uma franquia, saiu em 2009, passou despercebido pelos cinema americanos e esse ano chega nos cinema nacionais, apresentando um cartaz chamativo e bem produzido. Infelizmente o filme não condiz ao cartaz, atraindo pobres espectadores (como eu) a passar longas duas horas na sala de cinema.
Para segurar a atenção, o filme mostra uma grande rede de conspiração que gira em torno da caixa, e quem são os realizadores desse ato de crueldade. “A caixa”, por apresentar uma produção fraca; um elenco, que apesar de conhecido e talentoso, mostrou uma atuação de baixo nível de interpretação; uma trilha sonora irritante e uma péssima direção; vê nos países estrangeiros a chance de conseguir bons índices de bilheteria, coisa que não aconteceu nos EUA.
O filme segue a mesma linha dos filmes Sessão da Tarde, e lá o veremos o mais rápido possível.

Daniel Moura.




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